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sexta-feira, 7 de março de 2014

O que é a Quaresma?


A Quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender de nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esfoço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.

Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.

Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

40 dias

A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.

A prática da Quaresma data desde o século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.




Fonte:http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/quaresma/15.htm

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

II Seminário de Vida no Espirito Santo


 
Neste final de semana jovens da nossa paróquia e da comunidade Face de Cristo, fizeram um seminário de vida no espirito santo, realizado no sítio Santo Inácio, que fica localizado no bairro Jardim das Oliveiras.

Segundo Gildasio, representante do grupo de jovens da comunidade Face de Cristo, disse que 53 seminaristas e, aproximadamente 50 jovens participaram do seminário, que se deu início na sexta-feira (21) com a missa de envio, presidida por Monsenhor Ildefonso Graciano Rodrigues, na Igreja Santa Luzia pertencente à Paróquia São João Eudes.

Em trechos de sua homília, Monsenhor disse para os jovens que participaram do seminário, estavam recebendo uma missão de espalhar o evangelho para as pessoas e, sua missão já tinha início desde o seu batismo. Relatou também, que nós não devemos ter vergonha de estar com Deus em lugares públicos, como por exemplo restaurantes. “Eu vou para um restaurante, não vou fazer o sinal da cruz, todo mundo está olhando para mim, eles vão perceber que eu sou católico (...) Eu tenho vergonha da minha fé (...)” Afirmou Ildefonso, com exemplo para a juventude.

Após a santa missa houve um lanche preparatório, em seguida uma procissão em sentido ao local do evento. O percurso durou aproximadamente 20 minutos. Muito louvor e testemunhos, alegraram o termino do primeiro dia do seminário.

O segundo dia do evento, houve quatro pregações: Amor de Deus, Pecado e salvação, Fé e conversão, Será eternamente. Também aconteceu uma adoração de cura e libertação, entre cânticos e orações cantadas, jovens se emocionaram e, alguns choraram. No final do dia ocorreu mais um louvor, deixando os jovens com mais alegria e mais amor à Jesus Cristo.

O ultimo dia do seminário de vida no espirito santo, terminou com mais louvor, adoração, pregações e, por encerrar testemunhos dos participantes. Ao chegar à noite, houve uma missa de encerramento, presidida pelo padre Luís Gabriel, pároco da Paróquia São João Eudes. Ao final cada jovem recebeu uma crucifixo, em lembrança ao seminário.

Jornalista Matheus Rodrigues






Veja todas as Fotos do Seminario.

MAIS UMA MINISTRA EXTRAORDINÁRIA DA SAGRADA COMUNHÃO INVESTIDA NA PARÓQUIA SÃO JOÃO EUDES


O padre Luís Gabriel Mendoza investiu, na Paróquia São João Eudes, para servir na Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, mais uma ministra extraordinária da Sagrada Comunhão: Jerusa Borges Teixeira.
Ela não teve condições de ser  investida em dezembro, com os outros  ministros da Região Episcopal Nossa Senhora da Conceição, por motivos alheios à sua vontade.
O padre Luís Gabriel encontrou uma data na sua agenda e a investiu, na Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada no bairro Guararapes, nas proximidades do Iguatemi.

À solenidade, compareceram familiares e amigos da nova Ministra, bem como representações das outras capelas. 
 
 
 
 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Manhã de Atividades na Paróquia


Com a manhã de chuva e com uma grande disposição,  vários grupos como Juventude Missionaria Eudista, Associados Eudistas e núcleos do Projeto Porta das Crianças começaram cedo suas atividades   neste sábado 15.

JOVENS:


Os jovens do grupo JME (Juventude Missionaria Eudista), aproveitaram esta manhã para se reuniram no Sinal da Escola APAE, próximo a Câmera dos Vereadores, para um momento de venda de Bombons. O proposito da venda é em prol do Seminário de Vida no Espirito Santo que acontecerá nos dias 21, 22 e 23 deste mês.





ASSOCIADOS EUDISTAS



Os Associados se reuniram na Casa de Formação juntamente com Padre Amado e Padre Juan Carlos para a formação que acontece aos terceiros sábados todo mês.













PORTA DAS CRIANÇAS



Também na Casa de Formação, houve a reunião dos grupos envolvidos no Projeto Porta das Crianças, onde estão presentes os grupos Club do Eudinho, Projeto Criança, Infância Missionaria e Coroinhas da Comunidade Santa Luzia. Na reunião, Eliana da Comunidade Nova Evangelização apresentou meios  de como evangelizar as crianças por meio de dinâmicas e historias. 

 




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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Festival Internacional Violoncelos em folia

 
 
Queremos convidar aos Paroquianos para um belíssimo conserto de musica clássica que acontecerá   na Igreja Matriz no dia 03 de março, segunda feira de carnaval às 19:00hs. O concerto faz parte da programação do Festival Internacional Violoncelos em Folia.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O RETIRO DOS ASSOCIADOS, AMIGOS E COLABORADORES EUDISTAS NA PORCIÚNCULA



Com pregações do padre colombiano Jairo Leon Chaves, vice-provincial da Associação Jesus e Maria, da Paróquia São João Eudes,  no bairro Luciano Cavalcante, em Fortaleza, foi realizado, de 7, sexta-feira até esta tarde, na Casa de Retiros Porciúncula, em Messejana, o retiro dos Associados, Amigos e Colaboradores “Eudistas”, com uma participação significativa de paroquianos e membros da Comunidade Anuncia-me, tendo  à frente sua coordenadora Lùcia Negreiros.
 
 

O retiro foi baseado na  espiritualidade de São João Eudes e com textos retirados do livro “Vida e Reino de Jesus nos Cristãos,  de autoria daquele santo. A espiritualidade eudista tem como objetivo, formar Jesus em nós, para que Ele possa viver e reinar em nós. Na abertura, o padre Jairo Leon explicou como seria a temática do evento, que contou com a participação efetiva do padre Amado, provincial do Ceará.
Além do padre Amado, estiveram ainda no Retiro, quando da celebração eucarística, no sábado, pela manhã, os padres Luís Gabriel, pároco de São João Eudes; Juan Carlos e Cristiano, hoje servindo na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Salvador.
 
 

AVALIAÇÃO

O retiro, que agradou a todos os participantes, teve uma avaliação positiva, com a condução dos trabalhos feita pelo padre Amado, que também celebrou,  juntamente com o padre Jairo Leon, a missa de encerramento.  
 
 
 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

ASSOCIADOS "EUDISTAS" FAZEM RETIRO


Os Associados “Eudistas”, da Paróquia São João Eudes, no bairro Luciano Cavalcante, participam, a partir de hoje, dia 7 de fevereiro, a domingo, dia 9, de um retiro sobre a espiritualidade “Eudista”, na Porciúncula, em Messejana.

O padre Jairo Leon Sanchez, vice-provincial,  pregador principal,  já se encontra em Fortaleza, vindo de Bogotá, na Colômbia.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mensagem do papa Francisco para a Quaresma

O convite aos cristãos para testemunharem sua fé por meio da convivência comunitária é feito pelo papa Francisco em sua mensagem para o Quaresma 2014, que terá início no dia 05 de março, Quarta-feira de Cinzas. O texto divulgado pelo Vaticano, nesta terça-feira, 4, apresenta algumas reflexões chamadas pelo de “caminho pessoal e comunitário de conversão”.


“O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança”, disse o papa Francisco. Confira a íntegra da mensagem:
Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9)
 
Queridos irmãos e irmãs!
 
Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
 
A graça de Cristo
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).
 
A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Batista para O batizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).
 
Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8, 29).
 
Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.
 
O nosso testemunho
Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d'Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.
 
À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiênicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diaconia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo.
 
O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
 
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
 
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
 
Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.
 
Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!
 
Vaticano, 26 de Dezembro de 2013
Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir.
 
Francisco